Será que estamos revivendo o Cenário do Crash de 1929?
Teoria econômica
Conceito de “mão invisível do mercado ”, a tese principal
que argumenta a não intervenção do estado na economia.
O conceito de “mão invisível do mercado ”
argumenta que o mesmo é auto ajustável e tem a sua própria autonomia, é
independente da intervenção do estado, cada um cuidando do seu interesse e ao
mesmo tempo contribui para promover parte da intenção de um outro estado. Assim,
o auto interesse de todos e a busca pelo bem-estar econômico geral, faz-se por
meio de decisões descentralizadas e tomadores das decisões interessados em si
próprios, e as empresas, ao interagirem nos mercados, agem como guiadas por uma
“mão invisível” que as conduz a resultados de mercado desejavelmente
satisfatórios. Como as empresas levam em consideração os preços ao tomarem suas
decisões, elas sem saber, estão levando em conta os benefícios e custos sociais
de suas ações. Em decorrência, os preços encaminham esses tomadores de
decisões, para que os resultados se maximizem ao redor do bem-estar da
sociedade como um todo.
A Quebra de 1929 os princípios das ideias Keynesianas.
Em 1928, Herbert Hoover foi eleito para a presidência da
República, e seu discurso de posse foi bastante otimista, mas os começaram a
crescer. As altas taxas protecionistas adotadas pelos Estados estoques de
mercadorias Unidos originaram uma reação igual nos países para os quais
exportavam seus produtos, deprimindo o comercio internacional. Apesar desse
quadro anunciador de crise a euforia continuava no mercado financeiro, A compra
e venda de ações das grandes empresas canalizavam a poupança dos operários, da
classe média, dos pequenos e médios empresários. Em
outubro de 1929, as ações começaram a baixar de preço. Foi o princípio do fim.
Todos começaram a vende-las e grande parte dos investidores ficou completamente
arruinada.
Pequenas e medias empresas
fechavam suas portas. Os bancos faliam. Só as grandes empresas sobreviviam,
despedindo operários, reduzindo as horas de trabalho e cortando os salários. Em
1933, havia 15 milhões de pessoas desempregadas nos Estados Unidos. No campo, a crise teve
efeitos imediatos e de extrema gravidade. Não havia quem comprasse os estoques de
cereais. Os consumidores passavam fome, pois não tinham dinheiro para comprar.
Sem dinheiro para pagar o que deviam aos bancos, os pequenos granjeiros perdiam suas propriedades. Essa
situação só foi piorando até o final do governo republicano de Hoover. Diante
de tal quadro, nas eleições presidenciais de 1932 os republicanos foram
derrotados e foi eleito o democrata Franklin Delano Rooselvelt, que anunciava
reformas profundas em toda a sociedade americana.
http://www.brasilescola.com/historiag/doutrina-keynesiana.htm
(Uma síntese básica sobre a crise chamada de “crash”).
“Os governos deveriam aplicar grandes remessas de capital na
realização de investimentos que aquecessem a economia de modo geral”.
Ao pesquisar sobre o crash podemos entender que um mercado
sem regras e sem limites pode ser comparado com uma criança que os pais não
educam, quando bebês batem nos rotos de suas mães em sinal de protestos e não
são advertidos e corrigidos.
O mercado dava sinais de supervalorização em uma época de um
consumo intenso cerca de 1,2 milhões de pessoas apenas 1% da população perderam
grandes somas econômicas. A economia dos EUA se aproveitava de uma Europa
devastada e contava com aplicações de países subdesenvolvidos com foco em
exportações agrárias. Tudo acontecia “de vento em poupa”.
Como “a mão invisível” não funcionou e todas as teorias
econômicas liberais não poderem explicar ou regular o mercado a tragédia foi
eminente. O crescimento da Europa depois de 20 anos da guerra mundial, todas as
especulações financeiras, supervalorização de ações e do dólar, boatos sobre
riquezas fabulosas. “Houve uma crise financeira, da bolsa, e uma econômica, de
produção e força de trabalho”, explica o historiador Wagner Pinheiro Pereira,
autor de 24 de outubro de 1929. “A crise levou acionistas a colocar ações à
venda”. Os preços despencaram e o que era dinheiro em caixa virou dívidas no
bolso, levando alguns suicídios pelo desespero.
“Na Alemanha, traumatizada por uma enorme crise em 1923, o
terreno para a ascensão de um sistema radical e nacionalista estava preparado.
O historiador Eric Hobsbawn, em A Era dos Extremos, é enfático: a Grande
Depressão transformou Adolf Hitler no senhor da Alemanha. O regime de Hitler,
tal qual o de Mussolini na Itália, foi bem-sucedido ao modernizar seus parques
industriais”.
Nos Estados Unidos, as reformas de Roosevelt começavam a dar
resultado. Os efeitos econômicos da Depressão só foram superados quase uma
década mais tarde, com a eclosão da Segunda Guerra, que deu ao país a chance de
aumentar sua produção.
Frente do prédio da bolsa de
valores de nova York, a multidão acompanha nervosamente os acontecimentos de
outubro de 1929: milhões de ações foram vendidas por preços aviltados, levando
à ruína pessoas e empresas, e iniciando uma crise econômica que se espalhou
pelo mundo.
Coleção Delta –
História da civilização ocidental – 2ª Edição – Volume Único – Editora FTD.


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